O dia estava indo bem até o carteiro ou o oficial de justiça entregar aquele envelope. Você abre e vê o nome de um ex-funcionário pedindo uma quantia que, muitas vezes, não faz o menor sentido. É normal bater uma mistura de raiva, injustiça e preocupação. Mas respire fundo porque o jogo só está começando.
As primeiras 48 horas depois que sua empresa recebe a notificação são cruciais. A primeira regra de ouro é: não entre em contato com o ex-funcionário. É muito comum o empresário querer ligar para tirar satisfação ou tentar resolver "na conversa", mas tudo o que você disser agora pode ser usado contra a sua empresa no processo. Cortar o contato direto é a atitude mais segura.
O próximo passo é agir internamente. Chame seu RH ou a pessoa que cuida do departamento pessoal e comece a reunir todas as provas possíveis. O funcionário está pedindo horas extras? Separe imediatamente os cartões de ponto de todo o período que ele trabalhou. Ele alega que não tirou férias? Busque os recibos assinados. Não se esqueça de salvar conversas de WhatsApp, e-mails e qualquer registro que mostre a verdade sobre a rotina dele.
Por fim, não deixe a notificação esquecida na gaveta. O prazo judicial já está correndo e perder esse prazo significa que o juiz vai aceitar tudo o que o funcionário disse como verdade absoluta (o que chamamos de revelia). Procure rapidamente um advogado especialista em defender empresas. Não busque alternativas genéricas ou profissionais que não são da área, procure alguém que entenda de estratégia empresarial. O sucesso da sua defesa depende de como você se movimenta nessas primeiras horas.
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